segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Tron - O Legado

ATENÇÃO: O texto pode conter citações sobre o desenrolar do filme. Caso não tenha visto o filme ainda, tenha cuidado ou o leia após assisti-lo.

Tron - O Legado (TRON: Legacy, 2010)

Estreia Oficial: 17 de dezembro de 2010
Estreia no Brasil: 17 de dezembro de 2010
IMDb



Este "Tron - O Legado" é a continuação de um filme de 1982, "Tron - Uma Odisséia Eletrônica", que confesso não assisti. Mas, pelo que ouvi falar, tentou se manter fiel aos conceitos e princípios estipulados pelo original.

Mas, independente de ser uma continuação ou não, a verdade é que "Tron - O Legado" não funciona. Não tem história. Apenas efeitos especiais muito bem feitos.

Um dos únicos pontos positivos, é permitir que Jeff Bridges encarne dois personagens, sendo que um deles surge como uma versão jovem de Kevin Flynn (o protagonista do original), a sua versão digital Clu. E é Bridges o responsável pelos menlhores momentos do filme, surgindo como uma espécie de guru hippie do mundo virtual. Outro destaque (embora caricato demais) fica com Michael Sheen, que parece uma versão cibernética de David Bowie, mas que diverte com suas caras e bocas ao mesmo tempo em que cita "Casablanca" e faz referência a Charlie Chaplin.

Porém, todas as apostas da produção recaíram sobre seus efeitos visuais que, repito, são muito bem realizados. Porém, aqui volto a uma antiga birra minha: não é a presença de efeitos biliardários que asseguram a qualidade de um filme. Claro que, de uma maneira ou de outra, acabam nos impressionando, mas, sem um bom roteiro, do que adianta? Será que vale a pena ficar impressionado (visualmente) por alguns minutos e depois esquecer totalmente do filme em questão? Acho, e isso é uma opinião minha, que os efeitos visuais são mais do que bem vindos quando ajudam no desenrolar da história, de maneira a dar co-substância ao roteiro, e não quando surgem de maneira a tirar o foco dos defeitos que este possui, como se a beleza bastasse por si só… Mas, e o conteúdo? Afinal de contas, não é isso o que realmente importa? Às vezes é decepcionante ir ao cinema… Mas, também, lembro que no último Oscar (que é o símbolo máximo do cinema industrial, que não dá a mínima para o conteúdo e para a opinião popular), quando "Avatar
" (um filme puramente visual, sem conteúdo) foi totalmente eclipsado pelo ótimo "Guerra ao Terror"… E nesses momentos, ainda vejo que nem tudo está perdido…

Mas voltando ao "Tron", se é que há muito mais o que falar… A trilha sonora remete ao jogos de videogame da década de 80, mas em alguns momentos, fica tão 'over' que acaba irritando.

Enfim, apostando apenas em seus efeitos especiais, "Tron" impressiona por seus cenários virtuais megalomaníacos, mas irrita por sua barulhenta trilha e pela falta de história e personagens interessantes.


por Melissa Lipinski
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Primeiro preciso falar sobre os filmes em "3D". Neste "Tron - O Legado", antes de começar o filme, tem uma mensagem dizendo que partes do filme não são em 3D e avisando as pessoas para usarem os óculos o tempo todo. Na minha opinião a única coisa legal, em 3D no filme é a abertura da Disney. Isso antes de começar o filme. O filme não oferece nada em 3D. É isso.

Mas vamos ao filme. O início do filme lembra o filme "O Sobrevivente" (The Running Man, de 1987). Neste outro filme, Arnold Schwarzenegger vai para um arena e tem que sobreviver enquanto é caçado, numa alusão aos gladiadores da Roma antiga. Em Tron, Sam Flynn (Garrett Hedlund), com a indumentária devida, ganha armas e vai para uma arena duelar pela própria vida. Mesmo sendo a primeira vez em que está num duelo desses e usando esse tipo de arma, ele consegue vencer facilmente os oponentes. Arran Claudia, só no filme mesmo. Mas beleza, vamos em frente. 

Algumas coisas me incomodaram muito no filme. Quem se passou mesmo foi a trilha sonora. Alta demais, e em vários momentos totalmente fora de contexto. Não curti. 

Pra não dizerem por ai que só falei mal do filme. Gostei de algo sim. Além da abertura da Disney, hehe, gostei também da maquiagem do Jeff Brigges. Muito legal a maquiagem que conseguiram fazer nele para que aparentasse uns 25 anos mais novo. E conseguiram. Mas foi só isso também!

Por fim, o nome do filme é qual mesmo? Tron. Humm. Mas quem é o Tron que aparece muito pouco no filme? Ele só apareceu no fim do filme, numa cena que qualquer outro poderia ter feito o que ele fez. Ou seja, o nome do filme é de um personagem que nem tem importância para a história. Ok, ok. Vou revelar que quando pesquisei no IMdB vi que tem o filme "Tron, Uma Odisséia Eletrônica", de 1982 e que conta com alguns atores que também estão na nova versão. Atores e personagens como o próprio Jeff Bridges interpretando o mesmo papel e Alan Bradley interpretando o mesmo papel de Tron. Logo, imagino que nesse filme o Tron deve ser importante. Mas como podem fazer uma continuação, 28 anos depois e que precisa ter visto o primeiro filme para entender o segundo? Parece piada mas é real. 

Por hora é isso. Não recomendo.


por Oscar R. Júnior


3 comentários:

Noctis Lupus disse...

Ok! Agora que assisti o filme pude ler a crítica e, discordar de tudo veementemente! :) Mas só porque amo vocês dois. Se vocês não assistiram Trom na época, vocês não entenderão esse filme e acredito que sim, vão odiar. Mas adorei, apesar de querer que tivesse mais cenas de motos. Quanto ao 3D, como não vejo, não importa. No demais, eles mantiveram a mesma história num contexto diferente. Achei o filme grandioso e conseguiram manter a ideia do cenário da época, mas com pitadas de mais realismos que os efeitos permitem hoje. Amei... Desculpe, crianças. Vocês não viveram os anos 80 como o tio aqui. Beijos.

Pati disse...

Gente!!!! Tron é um marco no cinema da década de 80!!!!! É UM DOS MEUS FILMES FAVORITOS DE QUANDO ERA CRIANÇA!!! Eu fiquei extasiada com essa seqüência! Quase tive um orgasmo com a cenas da corrida de motos (clássico do primeiro filme!). Só vendo o filme de 82 para entender. Beijos

Oscar disse...

Pois então. Concordo que se tivesse visto a versão anterior poderia ter gostado mais, mas... sempre penso que um filme tem que se bastar por si só. Logo, ele sozinho, sem o outro, achei chato. hehe.
E faz parte discordar. Fiquei muito feliz em ver os comentários.

Valeu povo.

Oscar