sexta-feira, 11 de março de 2011

Um Lugar Qualquer

ATENÇÃO: O texto pode conter citações sobre o desenrolar do filme. Caso não tenha visto o filme ainda, tenha cuidado ou o leia após assisti-lo.

Lugar Qualquer, Um (Somewhere, 2010)

Estreia oficial: 3 de setembro de 2010
Estreia no Brasil: 28 de janeiro de 2011
IMDb



Sofia Coppola nasceu e cresceu em Hollywood, entre atores e diretores de cinema. Portanto, não é de se estranhar que suas duas obras mais contundentes transitem neste meio. Primeiro com o belíssimo e delicado "Encontros e Desencontros" (seu melhor filme até hoje), e agora, este "Um Lugar Qualquer".

O filme fala, resumidamente, sobre o vazio. E Coppola utiliza-se da profissão de ator para demonstrar isso. Vazio da carreira, vazio da vida. Stephen Dorff é Johnny Marco, um ator bem sucedido que parece flutuar na sua própria vida, nunca fazendo algo significativo. Ele vai de um lugar para outro apenas porque as pessoas dizem para ele fazê-lo. Sua conexão com a maioria das pessoas também é algo efêmero, já que se baseia na sua figura como ator, e não em quem realmente ele é.

Desta forma, é simplesmente notável que Sofia Coppola consiga fazer com que nós espectadores nos identifiquemos com esse sujeito. Uma mistura de pena e empatia. A atuação de Dorff, sempre contida, também ajuda nesse sentido, já que ele cria Johnny como um sujeito introspectivo e monossilábico.

Outra opção acertada da diretora são os planos longos, que servem para enfatizar o cotidiano vazio do personagem. Um dos mais belos e representativos do filme, com certeza é o que Johnny bóia em uma grande piscina, e acaba, lentamente, sendo levado ao canto do enquadramento, o qual, imóvel, corta sua cabeça do quadro: como na vida de Johnny, ele sempre está flutuando pelos cantos, sendo levado por outras pessoas. Ou então, outro momento belíssimo, na cena em que vemos Johnny e sua filha pegando sol, e que a princípio parece um momento de comunhão entre os dois personagens, apenas para, na verdade, revelar - quando abre-se o plano - a superficialidade daquela relação, já que eles estão ali, na companhia de outras pessoas, como que dividindo aquele momento que deveria ser só deles.

E é uma pena que, no final, Sofia Coppola não consiga amarrar tão bem sua história como fez em "Encontros e Desencontros", e acaba pecando ao criar um desfecho que soa infantil e tolo. Porém, nada que desmereça o trabalho como um todo.

Enfim, Coppola nos dá, mais uma vez, um belíssimo filme sobre a melancolia. E, nada melhor do que utilizar-se de um ambiente que conhece tão bem para fazer isso.

Fica a dica!


por Melissa Lipinski
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Ok, tenho que admitir que não sou muito fã da Sofia Copola mas até que curti esse filme. Ele aparenta se mais paradão mas até que não. É quase uma história de reaproximação entre pai e filha.

Infelizmente isso é o máximo que consigo falar do filme.


por Oscar R. Júnior


3 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Kleber Godoy disse...

Olá!!

Gostei muito do espaço que criou...

Posso te add em meus links na lateral de meu blog?

Já estou seguindo!

Um abraço,

Kleber
oteatrodavida.blogspot.com

Mel disse...

Olá Kleber, que bom que gostou do Blog.
Fique à vontade para adicionar o link. E volte sempre para deixar novos comentários.