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terça-feira, 18 de outubro de 2011

De Volta para o Futuro III

ATENÇÃO: O texto pode conter citações sobre o desenrolar do filme. Caso não tenha visto o filme ainda, tenha cuidado ou o leia após assisti-lo.

De Volta Para o Futuro III (Back to the Future Part III, 1990)

Estreia oficial: 25 de maio de 1990
Estreia no Brasil: 3 de agosto de 1990
IMDb



Assim como acontecia do primeiro para o segundo filme, esta derradeira parte da trilogia "De Volta Para o Futuro" também tem início exatamente onde o seu antecessor parou.

Reza a lenda que Robert Zemeckis sempre tivera a vontade de dirigir um western, e por isso, ele e Bob Gale resolveram fazer desta segunda continuação da saga de Marty McFly um filme do gênero. Assim, o ritmo deste longa deixa de ser frenético como nos anteriores, e passa a se parecer mais com os dos clássicos do gênero. Clássicos estes, que "De Volta Para o Futuro III" homenageia em pequenos detalhes, como a maneira com que 'Doc' Brown aparece pela primeira vez, o manto marrom que Marty usa em 1855 e o modo como ele arranja para se safar do duelo com 'Mad Dog' Tannen - todos referências à Trilogia dos Dólares, de Sérgio Leone; ou então a própria cidade de Hill Valley que, agora em 1855, abandona um pouco o visual já tão conhecido por nós, espectadores (claro que o imponente prédio com o relógio está lá. Em construção, mas está lá), e lembra um pouco as cidadezinhas de alguns filmes dirigidos por John Ford (eu me lembrei de "Rastros de Ódio" e "No Tempo das Diligências").

Ainda em questão a referências, o longa volta a apostar nas gags que deram certo no primeiro filme, e tornaram-se 'marca registrada' no segundo, como Marty acordando ao lado de sua mãe (ou, agora, uma antepassada dos McFly, Maggie, também interpretada por Lea Thompson - e aproveito o parênteses para dizer que, a meu ver, esse é um pequeno 'furo' do roteiro, já que McFly é o sobrenome do pai de Marty, e não o da sua mãe, que é Lorraine Baines) e falando que teve um pesadelo; uma perseguição que faz com que o vilão da vez, agora 'Mad Dog' Tannen, que obviamente é antepassado de Biff (e interpretado por Thomas F. Wilson), acabe com a cara no esterco; e uma maquete que 'Doc' constrói para explicar como farão a viagem no tempo.

Aliás, muitas pistas do que acontece neste filme são dadas no segundo longa (afinal, foram filmados concomitantemente), como Marty vencendo um jogo de atirar de fliperama em 2015; a menção ao antepassado de Biff no vídeo da entrada de seu prédio no 1985 alternativo; 'Doc' dizer que ia se dedicar a estudar o outro grande enigma do universo - as mulheres; e estes são apenas os mais óbvios.

Bom, como não poderia deixar de ser, assim como nos dois longas anteriores, o elenco está afinadíssimo. E, se Michael J. Fox continua com seu carisma inquestionável. Christopher Lloyd tem mais tempo para desenvolver um outro lado do Dr. Emmett Brown que até então não conhecíamos, que além de apaixonado pela professora Clara Clayton (Mary Steenburgen), também aparece mais introspectivo e contido do que antes.

Robert Zemeckis volta a demonstrar primazia na direção das cenas de ação, estendendo o tempo dramático para que a apreensão e a angústia do espectador se prolonguem por mais tempo, mas sem exagerar demais afim de ficar cansativo.

Finalizando uma história que teve início no segundo filme (ou até mesmo no primeiro), este longa fecha com chave de ouro a trilogia "De Volta Para o Futuro", transformando-a numa das mais (senão a mais) consistentes sagas da história do Cinema. E já é com imensa nostalgia que encerro esse texto. Quem sabe no futuro não volto a mais uma aventura do meu passado (sim, não resisti ao trocadilho…) para reaver os tão queridos Marty McFly e 'Doc' Brown? Enfim, imperdível!

Fica a dica!


por Melissa Lipinski


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

De Volta para o Futuro II

ATENÇÃO: O texto pode conter citações sobre o desenrolar do filme. Caso não tenha visto o filme ainda, tenha cuidado ou o leia após assisti-lo.

De Volta Para o Futuro II (Back to the Future Part II, 1989)

Estreia oficial: 22 de novembro de 1989
Estreia no Brasil: 14 de dezembro de 1989
IMDb



"De Volta Para o Futuro II" deu um nó na minha cabeça quando o assisti ainda criança. Mas a trama, que na época, me parecia tão complicada, nem é tanto assim, basta um pouco de atenção para conseguir acompanhar as aventuras de Marty McFly e 'Doc' Brown.

Vou resumir: o filme retoma exatamente onde o primeiro parou, com 'Doc' Brown (Christopher Lloyd) voltando do futuro para levar Marty (Michael J. Fox), e Jennifer - agora interpretada por Elisabeth Shue - afim de não deixarem o filho destes se meter em confusão. Porém, quando estão no futuro, o velho Biff (Thomas F. Wilson) rouba o DeLorean para voltar para 1955 e entregar à sua versão jovem uma revista que contém todos os resultados de jogos de 1950 a 2000, para que este se torne milionário. Quando Marty e 'Doc' voltam para 1985, se deparam com um presente alternativo, onde Biff (agora milionário) é o dono de Hill Valley e casado com a mãe de Marty, Lorraine (Lea Thompson), e onde o pai de Marty, George, fôra assassinado. Para resolver esse problemão, 'Doc' e Marty têm que voltar justamente para a noite do baile de formatura de seus pais - aquela do primeiro filme - que foi justamente quando o Biff velho entregou a revista para o jovem Biff. Assim, Marty tem que reaver a revista e, ao mesmo tempo, evitar encontrar-se com sua outra versão (a do primeiro filme) que também está em 1955. Ah, nem é tão complicado assim, não é mesmo?

O roteiro, novamente de autoria de Robert Zemeckis e Bob Gale, aposta em situações que remetem à algumas do longa original, como Marty acordando com sua mãe ao lado (agora em um 1985 alternativo) e falando que teve um sonho estranho; ou na cena onde ele foge de Biff - ou melhor, Griff - e seus capangas pelo centro de Hill Valley (agora em 2015), utilizando desta vez um skate voador, tanto que o velho Biff (que presencia a cena) comenta: "isso me parece familiar". São associações que fazem uma releitura do primeiro filme, fazendo graça e atualizando piadas que já funcionaram, de maneira criativa. Assim, já que não teriam mais o ineditismo da ideia de viajar pelo tempo, os roteiristas abusaram das auto-referências e de uma dose ainda maior de ação.

Os efeitos visuais deste segunda longa voltam a ser excepcionais, assim como a maquiagem dos atores; e assim, a cena em que Michael J. Fox interpreta três personagens (o Marty envelhecido, seu filho e sua filha) em um mesmo plano é extremamente convincente. Aliás, Zemeckis e Gale abusaram do recurso de colocar o mesmo ator em um mesmo plano, assim vemos Michael J. Fox como a sua família de 2015; o Biff de 2015 contracenar com seu neto, Griff (também interpretado por Thomas F. Wilson); o Biff de 2015 e o Biff de 1955; o Doutor Brown de 1985 e o de 1955; assim como as duas versões de Marty de 1985 que estão em 1955.

Novamente como no longa original, as mudanças sofridas na cidadezinha de Hill Valley são um charme à parte. E, mais uma vez, tomando-a como um personagem do filme, vemos que o ar sombrio que adquire no 1985 alternativo muda toda a estética do filme. Assim como seu deisgn futurista em 2015.

Mais uma vez o elenco aparece inspirado, sendo que Michael J. Fox é o 'dono' absoluto do longa. Christopher Lloyd também se destaca com suas caras e bocas.

Enfim, Robert Zemeckis dirige uma continuação à altura do primeiro longa, e já dando pistas para sua continuação seguinte (na época, os filmes foram gravados simultaneamente). Imperdível!

Fica a dica!


por Melissa Lipinski


domingo, 16 de outubro de 2011

De Volta para o Futuro

ATENÇÃO: O texto pode conter citações sobre o desenrolar do filme. Caso não tenha visto o filme ainda, tenha cuidado ou o leia após assisti-lo.

De Volta Para o Futuro (Back to the Future, 1985)

Estreia oficial: 3 de julho de 1985
Estreia no Brasil: 29 de dezembro de 1985
IMDb



"De Volta Para o Futuro" foi o filme da minha infância, nem sei quantas vezes o assisti. E, numa onda de ver (e rever) sagas e trilogias, nos deparamos com este clássico. Sempre há aqueles filmes que adoramos quando somos crianças, mas quando o revemos, já adultos, nos decepcionamos. Este, com certeza, não é um deles. Revisitá-lo depois de um bom tempo foi, digamos, revigorante. E não apenas reacendeu antigas lembranças e sensações, como confirmou, definitivamente, que esse é um grande filme de aventura.

Bom, a sinopse descarta (re)apresentações, não é mesmo? O roteiro escrito pelo próprio Robert Zemeckis (o diretor) e Bob Gale, é extremamente hábil em lidar com a fórmula circular que a viagem no tempo proporciona. E é recheado de pormenores, sutilezas, detalhes que você vai (re)descobrindo a cada nova assistida.

Como diz o próprio Gale nos extras do DVD, a ideia surgiu da curiosidade de que todos nós temos em saber como eram nossos pais na juventude. Será que eles realmente não faziam certas coisas, ou apenas dizem que não faziam? E acho que é essa curiosidade, que mexe com a maioria das pessoas, o que torna o longa produzido por Steven Spielberg tão bem sucedido. E assim Marty McFly acaba tornando-se uma espécie de 'alter ego' de cada espectador. Nós nos identificamos com ele, torcemos por ele, sofremos por ele… Enfim, fazemos nossas as suas angústias, nervosismo e aventuras.

E a as cenas de ação são extremamente bem conduzidas por Zemeckis. Mas "De Volta Para o Futuro" não é só aventura, e acerta a mão também na sua dose de comédia, repleta de diálogos bem construídos e afiados.

Tecnicamente até hoje os efeitos são eficientes. A trilha musical também é um dos pontos altos, funcionando não só com a música-tema ("The Power of Love", de Huey Lewis) mas principalmente com a música incidental de Alan Silvestri, extremamente empolgante. Mas o encanto de "De Volta Para o Futuro" é mesmo seu design de produção, seja na concepção da máquina do tempo com o imortalizado DeLorean; seja na charmosa cidadezinha de Hill Valley. E, novamente aqui, afirmo que, a cada vez que reassisto ao filme, noto um detalhe a mais, uma sutileza da equipe de Arte. A pequena cidade é como se fosse mais um personagem do filme, tamanha a sua importância.

Mas certamente o filme não teria o mesmo charme se não fosse pela escolha de seu elenco. Michael J. Fox empresta a jovialidade certa e o carisma inegável ao jovem Marty McFly. Christopher Lloyd imortalizou e reinventou o conceito de cientista maluco com seu Emmett 'Doc' Brown. Thomas F. Wilson, como Biff, não poderia compor um vilão mais vil e rabugento. Lea Thompson acerta tanto na composição da ousada jovem Lorraine Banes, como na sua versão 30 anos mais velha, alcoólatra e desgostosa com o casamento. Mas é Crispin Glover que mais se destaca como George McFly, seja em sua versão de fracassado pai de família, ou de jovem nerd, ou ainda, ao final, de jovial escritor.

Enfim, "De Volta Para o Futuro" é daqueles filmes que não envelhecem. Para se assistir inúmeras vezes e, a cada um delas, se deliciar como se fosse a primeira vez, fazendo novas descobertas. Imperdível!

Fica a dica!


por Melissa Lipinski
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Filme de toda uma geração. Assisti muito esse filme quando criança e definitivamente é um filme que não me canso de assistir.

Neste primeiro filme da saga nós conhecemos as personagens e vamos criando um apego aos dois principais: Marty McFly e o Dr. Brow. Por mais científico que sejam alguns diálogos, os termos conseguem abranger um grande público. Mas vamos às áreas:

Fotografia e Arte. Bela composição. Recriando a cidade nos anos 1950 e depois retratando a mesma num estado mais degradado nos anos 1980. Muito bem feita.

Personagens e Elenco: A escolha foi excelente. Todos estão muito bem no filme. Além dois dois principais (Michael J. Fox e Christopher Lloyd) faço destaque para Crispin Glover, que interpreta o pai de Marty. Muito boas todas as cenas dele no filme.

O roteiro é muito bem escrito, desenvolvido e dirigido. Quem não gostaria de voltar no tempo e saber se alquelas histórias que nossos pais nos contam é totalmente verdade? Conhecer in loco a cultura e a realidade de 30 anos atrás. Junte a isto várias confusões da época de escola. Muito bom.

Recomento muito, muito, mas muito mesmo.


por Oscar R. Júnior